quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sem Diploma


A imprensa é um exército de vinte e seis soldados de chumbo
com o qual se pode conquistar o mundo.
- Johannes Guttemberg

Enquanto você lê este parágrafo, um terço da humanidade passa fome. No mundo inteiro, 67 pessoas morrem e 204 nascem. Ao mesmo tempo, 33 mil toneladas de gás carbônico estão sendo emitidos na atmosfera. Só no YouTube, 24 horas de vídeos são colocados no ar e milhões de operações bancárias estão sendo realizadas por todos os cantos do globo.

O mundo não para. E assim acontece também com aqueles que são os responsáveis por documentar e cobrir diariamente – ou melhor, a cada minuto – os mais variados fatos que explodem planeta afora. Crimes, emergências, investigações, chuvas, crises, resgates, descobertas, revoluções – vida. Isso é jornalismo. Isso é ser repórter.

A tarefa, no entanto, é árdua. É preciso ter consciência. Comunicar, antes de tudo, significa uma práxis. É pesquisar, questionar, analisar a realidade para agir sobre ela, transformá-la. Ser repórter é dar-se conta da multiplicidade de vozes sociais. Ser repórter é, em um estado de vigília contínua, lutar por uma sociedade mais justa para todos. É brigar por pautas que não interessam à chefia. É fazer jus à representação dos representados. É, sobretudo, honrar a palavra credibilidade.

Mas, antes de tudo, é preciso vontade e coragem para errar. Por isso este espaço, dedicado a erros e acertos, a dúvidas e questionamentos; enfim, ao ponta pé inicial que é o aprendizado de todo dia e que, seguramente, vai nos acompanhar até o fim dos dias. Se tudo der certo, quando chegarmos lá, vamos olhar para trás e perceber que, afinal, não estivemos só de passagem.

Com ou sem diploma, há muito o que praticar. E está dada a largada.